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Seção : Teatro - 12/12/2011 08:28
Novo espetáculo do Grupo Espanca! conta com direção e texto de argentino
Peça o O líquido tátil é assinada por Daniel Veronese
Carolina Braga - EM Cultura
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“Ultimamente estou aproveitando esse tipo de produção. Trabalhei com um grupo andaluz (Espanha) que também não conhecia. Confiei na minha intuição e aqui também será assim”, revela. Embora já tenha estado em BH por ocasião do FIT e do Ecum, será a primeira vez que o diretor argentino criará algo em parceria com brasileiros. Ao contrário dos atores Grace Passô, Gustavo Bones e Marcelo Castro, que já admiravam o teatro de Veronese havia tempos, ele conhecia pouco do grupo mineiro. Até então. Na rápida passagem pela cidade, Veronese viu a primeira leitura da nova peça, uma apresentação de Amores surdos e ainda participou do seminário Encontro tátil: um mergulho na obra de Daniel Veronese. O evento marcou o início do processo de criação da montagem. “Vamos deixar que as coisas se sucedam. Nunca faço planos. Deste nosso primeiro encontro sairá nossa forma de trabalho”, diz ele. Com mais de 20 textos teatrais lançados, nos últimos anos o diretor tem se mostrado afeito às livre adaptações. Sendo assim, o Espanca! escolheu montar O líquido tátil por sugestão dele. Escrita em 1997, a peça é reescritura de A gaivota, de Tchékhov. “O público atual tem outra dimensão do teatral, outra velocidade de entendimento, está acostumado à mistura de vários signos. Por isso, traduzo para a cena contemporânea”, explica. A trama de O líquido tátil gira em torno de uma família e seus diálogos sobre as artes, o ato teatral e os desejos violentos que perseguem o homem. O espetáculo será criado entre Belo Horizonte e Buenos Aires. A estreia está prevista para o segundo semestre de 2012. A partir de janeiro, os atores se debruçarão sobre o trabalho do texto. Em maio, Grace Passô, Gustavo Bones e Marcelo Castro passarão um mês com o diretor na capital argentina. Depois de ter visto Amores surdos, Veronese acredita que, em alguns aspectos, está próximo e em outros distante do Espanca!. Ele acha que, se foi escolhido, é porque o grupo deseja compartilhar a visão que ele tem de teatro. Assim, mudanças vêm aí. “Minha teatralidade é um pouco mais seca, mais taquigráfica, menos coreográfica. Apesar disso, acho que ideologicamente estamos no mesmo lugar”, garante. Já é um ótimo começo. Daniel Veronese Natural de Buenos Aires, Daniel Veronese se dedica ao teatro desde 1975. Após a primeira aproximação com a dramaturgia, em 1985 passou a experimentar diversas linguagens. Um dos criadores do grupo El Periférido de Objetos, é considerado um dos expoentes do teatro argentino da atualidade. É autor de mais de 20 peças de teatro, entre elas, livres adaptações para textos clássicos de Tchékhov e Ibsen. Afirma ter compromisso com o teatro, seja ele independente ou comercial. |


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