Divirta-se Notícia - Yoko brasuca

Divirta-se

Seção : Música - 08/06/2010 11:27

Yoko brasuca


Kiko Ferreira - EM Cultura
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Shaun Curry/AFP - 15/6/09
Canções de Yoko Ono foram gravadas por brasileiros no disco Mrs. Lennon
A melhor opção para conhecer a obra de Yoko Ono, a viúva mais odiada da história do rock (e a menos ouvida), passa a ser um disco brasileiro. Mrs. Lennon, coleção de versões tupiniquins para 16 temas da senhora sempre acusada de ser a pá de cal na carreira dos Beatles, faz um bom apanhado de canções mais palatáveis daquela que John Lennon dizia fazer a música do século 21.

Se serve como boa introdução à face mais pop da produção da vanguardista senhora Lennon, o CD tem outra utilidade. Apresenta algumas das novas vozes do pop rock brasileiro, a maioria delas mais lidas do que ouvidas pelo grande público.

Logo na segunda faixa, depois de abertura de voz e piano sem temperos fúteis de Cida Moreira (Mrs. Lennon), o ouvinte já encontra a jovem cantora Hevelyn Costa fazendo uma versão MPB/eletrônica de Who has seen the wind, de 1970. Uma das músicas mais conhecidas da japonesa, a natalina Listen, the snow is falling ganha roupa nova do grupo de rock pernambucano Ampslina, com as doces vozes de Ju Orange e Lorena Arouche na linha de frente.

A banda cult Fuzzcas, de Carol Lima, dá tons de rock dos anos 1960 a Midsummer New York e as Doidivanas Flávia Curi, Helga Balbi e Luciana Morozini soam meio Breeders em outro médio hit, o rock Sisters O sisters. Já a performática Silvia Machete segura bem as mudanças de direção de Yangyang, enquanto Leandra Lambert, da dupla Voz Del Fuego, soa cult em Kiss kiss kiss. E ainda tem a bela rebelde Luen duelando com guitarras em I’m moving on e o cult Gustavo Seabra (Pelvs) puxando os recursos vocais da veterana Marília Barbosa em Move on fest.

No capítulo das figuras mais conhecidas, Zélia Duncan (Goodbye sadness), Angela Ro Ro (It happened), Kátia B (Walking on thin ice) e Mathilda Kóvac (Yes., I’m your angel) demonstram segurança e personalidade. E Isabella Taviani, que sempre tende ao exagero, achou seu equilíbrio em Don’t be sacred.

Mas o melhor fica com bandas de casa. Os duos Digitaria (Death of Samantha) e Tetine (Why), nascidos em Minas, dão banho de loja em Yoko sem mudar de estilo.