Divirta-se Notícia - Elza Soares brilha no encerramento do I Love Jazz

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Seção : Música - 02/08/2010 00:24

Elza Soares brilha no encerramento do I Love Jazz

Cantora cantou clássicos do jazz e da MPB no encerramento do Festival, na Praça do Papa

Luisa Brasil - Portal Uai
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 Eugenio Gurgel/EM/D. A. Press
Elza Soares embalou o último dia do "I love jazz"

Apesar do leque de atrações internacionais, não havia dúvida de que a grande estrela do I Love Jazz deste ano era Elza Soares. A cantora foi a principal atração deste domingo, 1, no encerramento do evento, na Praça do Papa. Aplaudida de pé por uma multidão que lotava a praça, a cantora carioca revelou parte do repertório que irá compor seu novo disco, ''My soul is black'', dedicado exclusivamente ao jazz.

 

Simpática, logo na entrada Elza contou a anedota de quando conheceu Louis Armstrong. O músico, encantado com o timbre rouco e grave da mulata, não hesitou e já foi logo a chamando de ''my daughter'' (minha filha, em inglês').

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''Eu não entendi nada. Eu falava com ele: eu não sou doctor, eu sou Elza Soares'', contou Elza, que emendou a história dizendo que retribuiu o cumprimento o chamando de 'my father' (meu pai, em inglês). Dito isso, nada mais natural que começar o show com What a Wonderful World, a música mais famosa de Armstrong. A abertura denunciou o que estava por vir: grandes standarts da música norte-americana. Mas Elza, sendo Elza, disse que queria fazer um show à sua maneira de ''mulata assanhada'', e por isso o que se viu na apresentação foi uma mistura de clássicos do jazz com uma pitada de MPB.


Do jazz norte-americano, Elza se concentrou nos clássicos, com destaque para a versão de Summertime, de George Gershwin, uma das músicas mais regravadas de todos os tempos nos Estados Unidos. A balada Cry Me a River também comoveu quem estava na Praça. Apesar da cantora ser a estrela do show, houve espaço para a improvisação de Nivaldo Ornelas, no sax, e Victor Biglione, na guitarra, que acompanharam a cantora durante a apresentação. O guitarrista também foi responsável pelos arranjos do show.

 

A segunda parte foi focada no reprtório brazuca. De Tom Jobim, Elza cantou Retrato em Preto e Branco, Samba de Uma Nota Só e Garota de Ipanema, e não esqueceu de mencionar que Tom foi um dos músicos que, através da Bossa Nova, abriu as portas para o jazz no Brasil. Em uma versão a capella, cantou Samba da Minha Terra, de Dorival Caymmi. Já no fim da apresentação, Elza fez uma homenagem aos mineiros com uma versão bem particular de 'Oh, Minas Gerais'.


Be bop e rock

A programação jazzística começou cedo na Praça do Papa. Às cinco e meia da tarde o público já começou a encher a praça para assistir ao show da Paulistânea Jazzz Band, que fez uma apresentação focada no swing dos anos 30, com a predominância de instrumentos de sopro como a clarineta e o trompete.

Já o guitarrista Victor Biglione, argentino radicado no Brasil, se concentrou nas reinterpretações de composições de mestres do bebop, como Dizzy Gillespie e Thelonious Monk. Para fechar a apresentação, o guitarrista mostrou que a guitarra, apesar de ser um instrumento pouco prestigiado no jazz, pode ser tão suave e comovente como um solo de saxofone ou piano. O instrumentista apresentou um número solo que uniu composições de Duke Ellington e do guitarrista francês Django Reinhart, músico que influenciou toda uma geração de guitarristas e cujo centenário é comemorado este ano.

O grupo francês Pink Turtle foi a último a se apresentar, mostrando um jazz sem purismos que misturou clássicos do pop-rock internacional com arranjos swingados. O repertório, inusitado,  foi de Beatles - Hey Jude - a AC/DC - Highway to Hell -, com espaço para Roxanne, do Police, Stairway to Heaven, do Led Zeppelin e How Deep is Your Love, do Bee Gees. O encerramento foi em clima de descontração com uma versão de Billie Jean, do rei do pop, Michael Jackson.

 



Assista a um trecho do show de Elza Soares