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Seção : Mexerico - 25/12/2011 07:00
Gabriel Braga Nunes leva título de vilão do ano por excelente atuação em Insensato Coração
Fórmulas batidas da TV ganharam fôlego em pequenas mas boas exceções. Produções caprichadas e interpretações acima da média são destaques deste ano
Simone de Castro - Estado de Minas
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Tramas de feitio batido tiveram como mérito personagens que ganharam interpretações brilhantes, como o Léo de Gabriel Braga Nunes, em Insensato coração (Globo), um vilão como já havia algum tempo não se via no gênero. E a Dulce de Cássia Kiss Magro, uma mulher do povo que roubou a cena das protagonistas de Morde & assopra (Globo). Boas séries ocuparam espaço e, com todo o direito, seguirão em frente no ano que vem. Caso de Tapas & beijos (Globo). Sem grandes apostas na seara do humor – que desviou feio com piadinha de mau gosto no CQC (Band) –, o inesperado ficou por conta da saída de Fátima Bernardes da bancada do Jornal nacional (Globo), o que, na verdade, tem a ver com a vida real. No reino da fantasia e do entretenimento, com altos e baixos, salvaram-se poucos. Só os que fizeram valer a diferença. Que venha 2012! NOVELAS DAS NOVE
PRODUÇÃO ENCANTADA Em compensação, a Globo produziu uma pérola da teledramaturgia: Cordel encantado. O folhetim de Thelma Guedes e Duca Rachid foi tudo: trama, elenco, cenário, figurino, trilha sonora, fotografia e ritmo de cinema. Até a fase inevitável da “barriga” foi bem mais leve. E, como sempre, o destaque foi uma vilã, desta vez com ares de nobreza, a duquesa Úrsula, de Deborah Bloch. Boa surpresa – o que não é comum – é a sucessora, A vida da gente, de Lícia Manzo. O texto inteligente, elegante e delicado, que fala sobre as complexas relações familiares, suas novas formações e a convivência interpessoal, conquista o telespectador a cada capítulo. Morde & assopra (Globo), de Walcyr Carrasco, foi bom entretenimento. Destaque para a atuação magistral de Cássia Kiss Magro, no papel da sofrida Dulce; do gay exagerado Áureo (André Gonçalves), do sargento Xavier (Anderson di Rizzi), e Elaine/Élcio (Otaviano Costa). No ar, Aquele beijo (Globo), de Miguel Falabella, segue na linha leve do horário, conjugando drama e comédia numa história divertida. VILÕES E MOCINHOS A ditadura militar foi o mote de Amor e revolução (SBT/Alterosa), de Tiago Santiago. A trama relembrou acontecimentos marcantes dos chamados “anos de chumbo”. Mas o que deu o que falar não foi essa triste parte da história do Brasil e, sim, o primeiro beijo gay de uma telenovela brasileira. As personagens Marina (Giselle Tigre) e Marcela (Luciana Vendramini) protagonizaram a cena, mas o repeteco na versão masculina que estava previsto para os personagens Jeová (Lui Mendes) e Chico (Carlos Arthur Thiré) foi cortado do script. E, se os vilões estão dando as cartas, mocinhas e mocinhos andam em falta. E já não arrebatam o telespectador como antigamente. Açucena (Bianca Bin) e Jesuíno (Cauã Reymond), de Cordel encantado, formaram par romântico afinado; outra dupla que deu certo é Maria (Graziela Schmitt) e José (Cláudio Lins), de Amor e revolução. Mas, enquanto Quintanilha (Rodrigo Lombardi) e Amanda (Carolina Ferraz) pegaram fogo, Renê (Dalton Vigh) e Griselda (Lília Cabral) são insossos. Mas os campeões de falta de carisma, química e empatia são Marina (Paola Oliveira) e Pedro (Eriberto Leão), de Insensato coração. Tremenda escalação equivocada. O VALOR DO REPETECO Um “vale a pena ver de novo” é melhor ainda quando dá audiência. O SBT/Alterosa curte a excelente fase de suas tramas vespertinas, como Marimar, novela mexicana estrelada pela atriz e cantora Thalia. O sucesso é tanto que a emissora já decidiu emendar outra, Maria do Bairro, na mesma linha, também protagonizada por Thalia. Enquanto Insensato coração era exibida, na TV paga o que bombava mesmo era Vale tudo, também de Gilberto Braga. A trama, que tem Odete Roitman (Beatriz Segall), a maior vilã de todos os tempos, foi transportada do canal Viva para as redes sociais e virou fenômeno. O astro (Globo), de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, inaugurou um novo horário de novelas. O remake sobre a obra original de Janete Clair, transformado em macrossérie, foi ao ar às 23h. Rodrigo Lombardi interpretou o “bruxo” Herculano Quintanilha. E Samir, outro vilão inesquecível, papel de Marco Ricca, era o seu antagonista feroz. Destaque, ainda, para Regina Duarte, com uma Clô arrasadora. A boa audiência conquistada levou a emissora a investir novamente: no ano que vem, no mesmo horário, vai estrear o remake de Gabriela. SÉRIES E MINISSÉRIES Na categoria séries, Tapas & beijos (Globo), com Fernanda Torres (Fátima), Andréa Beltrão (Sueli) e grande elenco – reforçado pela chegada de Fábio Assunção –, é unanimidade e tem tudo para emplacar outras termporadas. Já Mulher invisível (Globo), com Débora Falabella se juntando a Selton Mello e Luana Piovani, não deve seguir em frente. Força-tarefa (Globo) voltou com tudo na terceira temporada. Já Macho man (Globo), com Jorge Fernando, ganhou segunda temporada, mas sem muito impacto. A grande família, sim, tem lugar cativo junto ao telespectador, com divertidos episódios. O SBT/Alterosa fecha o ano apostando, mais uma vez, em uma série internacional de sucesso. Se em 2010 o quente foi Sobrenatural (Supernatural), agora são os vampiros que invadem a telinha. Estreia, amanhã, às 21h30, a inédita na TV aberta Diários de um vampiro. Na Band, Julie e os fantasmas foi uma boa sacada dedicada ao segmento infantojuvenil, enquanto Malhação (Globo) patinou feio na audiência e sofreu uma reviravolta que não parece ter causado o menor efeito no resultado ruim. DIVERSÃO E BOM HUMOR O SBT/Alterosa deve nadar de braçada, no ano que vem, em relação aos programas infantis. A emissora, que já registra altos índices de audiência com Bom dia e cia., Carrossel animado com Patati, Patatá e Sábado animado, vai reinar absoluto na categoria com o fim da TV globinho, que só será exibida aos sábados. Chaves mostrou que continua com bala na agulha e até ganhou versão brasileira, inclusive no Natal e para o ano-novo. Na Rede Minas, o ótimo Dango balango é sempre uma boa pedida. Dani Calabresa e Bento Ribeiro mantiveram o pique do Furo MTV, que festejou 500 edições. Mas o ano foi disparado da dupla Valéria e Janete, personagens vividas, respectivamente, por Rodrigo Santa'Anna e Thalita Carauta, no quadro “Metrô zorra Brasil”, do Zorra total (Globo). Pânico na TV, da RedeTV!, e CQC, da Band, não trouxeram novidades. Este último ainda registra uma nota infeliz: Rafinha Bastos, integrante da bancada, fez uma piada sem graça envolvendo a cantora Wanessa Camargo, grávida, e o filho. A polêmica que se seguiu levou ao afastamento de Bastos da atração. A VEZ DOS APRESENTADORES Hebe Camargo estreou na RedeTV! e a atração, com uma ou outra novidade, como o quadro “Roda de mulheres”, não se distanciou do formato do programa que apresentou, durante anos, no SBT/Alterosa. Na emissora de Sílvio Santos, a filha Patrícia Abravanel começa a se firmar no posto de apresentadora. Marília Gabriela, que chegou a apresentar três programas – De frente com Gabi, no SBT/Alterosa, Roda viva, na TV Cultura, e Marília Gabriela entrevista, no GNT (TV paga) – , se afastou do Roda viva e ganhou mais uma edição, às quartas-feiras, do programa do SBT/Alterosa. Em Minas Gerais, a bancada do TV verdade, comandado por Ricardo Carlini na TV Alterosa, discutiu temas polêmicos, fez denúncias, abriu espaço ao clamor do telespectador. Com novos desafios pela frente, Fátima Bernardes disse adeus à bancada do Jornal nacional (Globo), que dividiu ao lado do marido, William Bonner, por 14 anos. E o vaivém que rendeu muita polêmica foi protagonizado por José Luiz Datena. Já Regina Casé levou seu carisma e alegria contagiantes para as tardes de domingo com o Esquenta (Globo), programa popularíssimo, que agrada em cheio a todos os gostos. |



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